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Quinta-feira, 07 de Março de 2013 - 11:00
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Uma nova era: A ERA LEVI!

Eleito com 42,86% dos votos, o novo prefeito de Porto Feliz revela quais serão seus planos para os próximos quatro anos e quais os segredos para uma campanha limpa e vitoriosa
Foto: Paulo Henrique Baldini - Revista Viu!
O novo prefeito Levi Rodrigues Vieira, 51 anos, do Partido Social Democrático (PSD)
O novo prefeito Levi Rodrigues Vieira, 51 anos, do Partido Social Democrático (PSD)
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O novo prefeito Levi Rodrigues Vieira, 51 anos, do Partido Social Democrático (PSD)
O novo prefeito Levi Rodrigues Vieira, 51 anos, do Partido Social Democrático (PSD)

Após oito anos e uma eleição bastante conturbada, o império petista perdeu nas urnas e deixa a prefeitura de Porto Feliz. O novo prefeito Levi Rodrigues Vieira, 51 anos, do Partido Social Democrático (PSD), trabalhou bastante e com o apoio do ex-prefeito Erval Steiner e da deputada estadual Rita Passos acabou vencendo a eleição por 42,86% contra 34,83% da candidata petista, Andréa Aparecida Nunes de Mattos.

 

Nascido em Porto Feliz e oriundo de uma família humilde, Levi sempre manteve os pés no chão e decidiu entrar para a política em 1996, quando foi eleito vereador. No começo, ele revela que não esperava chegar tão longe, ao menos, alvejava se tornar presidente da Câmara Municipal, sonho que não se realizou.

 

Já em 2008, resolveu arriscar mais e foi anunciado como vice do até então candidato ao Executivo, Erval Steiner, mas perderam a campanha para Cláudio Maffei (PT). Em 2012, a história foi outra. Dessa vez, Levi foi mais ousado e se candidatou ao cargo máximo. Atacado durante grande parte de sua campanha, Levi não se preocupou em “contra-atacar” e manteve-se neutro. Ele acredita que isso tenha sido um dos fatores principais que o tornaram vitorioso.

 

Além disso, o novo prefeito também conta como será composto o novo quadro de funcionários da Prefeitura, com profissionais qualificados, independentemente de bandeira partidária. Mas de uma coisa é certa, um corte será feito no grande número de funcionários que a atual administração possui.

Confira:
 

 

Você sonhava em se tornar prefeito de Porto Feliz?

Quando entrei na política, em 1996, e fui eleito a vereador, sonhava em ser presidente da Câmara Municipal um dia e admirava muito os prefeitos, mas achava que era muito difícil uma pessoa do meu estilo chegar a comandar a cidade, porque naquele momento não percebia que eu cresceria na política a tal ponto a ser um candidato a prefeito. Porque você tem que ter um partido nas mãos, tem que ter a liderança da cidade, um grupo de pessoas que acreditem em você e, naquela época, tinha muitos candidatos de nomes, com tradição, que já tinham uma carreira política, com muita experiência. Então, naquele momento, eu achava muito difícil. Depois, fui eleito pela segunda vez como vereador no primeiro mandato do Maffei. Em 2008, surgiu a oportunidade de ser vice de Erval. Como vice, aprenderia bastante e estaria colaborando, mas perdemos para Maffei, que se reelegeu. Neste ano, em vez de vice, fui indicado para o cargo de prefeito. No início, achei que conseguiríamos fazer uma coligação com os outros partidos, como o de Gerão, mas não deu certo. Então, resolvi concorrer ao cargo apoiado por alguns partidos. No entanto, inicialmente, tivemos muitas dificuldades porque a Andréa tinha um eleitorado definido e os outros eleitores se dividiriam entre os quatro candidatos. Depois, no entanto, em certo momento da campanha, eu percebi que meu nome estava sendo bem aceito pela população de Porto Feliz.

 

Quem foi o grande incentivador para você sair candidato?

Foi Erval. Ele indicou meu nome para o grupo pela história política que temos juntos. Acredito que tenha demonstrado fidelidade e lealdade com ele e com o grupo e isso pesou a meu favor. Erval acreditou que meu nome se viabilizaria e acertou.

 

Você também teve o apoio do Herculano e da Rita Passos?

Eu tive o apoio do partido do PSD de Itu. Eles coordenam a região. Quando Erval levou o meu nome para o conhecimento deles, eles falaram que se ele estava indicando, estava tudo bem. Então, tive apoio da Rita e do Herculano, o que foi benéfico para minha campanha porque eles vieram para Porto, participaram de comícios e de caminhadas no centro. A Rita participou de três comícios, entre eles, o do jardim Vante, que teve mais de mil pessoas. Além dela, tivemos a presença de quatro médicos nos apoiando, o que acabou dando muita credibilidade no nosso plano de governo. Até porque a saúde é uma área muito crítica e, quando esses médicos participaram, deu mais credibilidade. O apoio da Rita também será muito positivo porque ela é deputada estadual e tem como ajudar nossa cidade com verbas destinadas aos municípios.

 

Na reta final da campanha, distribuíram um panfleto falando sobre a Rita e o Herculano. Isso prejudicou sua campanha de alguma forma?

Minha campanha teve vários fatos que poderiam ser negativos, mas acabaram sendo vistos de forma diferente e contribuindo para minha vitória nas urnas. Aquele episódio da distribuição do jornal que falava mal do prefeito de Itu e de mim, acabou sendo visto pelo povo como um ataque, uma jogada suja. Além disso, as pesquisas que saíram em um jornal da cidade também não condiziam com o que se ouvia nas ruas e existia uma certa tendência de um resultado diferente. Outro fato foi a pesquisa feita pela Tribuna das Monções que mostrava um resultado muito diferente e o PT entrou com uma liminar impedindo a circulação do jornal e isso pegou muito mal. A população não aprovou essa atitude e acabou revertendo isso em um ponto favorável para mim. A partir do momento que aconteceu isso, o pessoal que não aprovou essa atitude, migrou para o meu lado. Outro fator foi a caminhada da vitória realizada pelo PT. Essa carreata da vitória também pegou muito mal, afinal só saberíamos quem seria o vencedor depois que as urnas fossem apuradas e isso foi uma forma de subestimar os demais candidatos da oposição e, no meu entendimento, isso contribuiu para que os indecisos acabassem vindo para o meu lado.

 

Foi uma campanha suja?

Não acredito que possa usar esse nome de “campanha suja”. Em um determinado momento, os adversários, vendo o crescimento do meu nome, da minha campanha e a aprovação do eleitorado, acabaram se desestabilizando e perdendo um pouco o controle da situação. Acredito que na maioria das vezes, o candidato, o grupo que está perdendo, tem essa instabilidade durante a campanha. Eu entendo que aconteceu por parte dos meus adversários porque já tive campanha que não estava em um bom momento. Na época, eu também tive uma certa turbulência, que eu acredito que é normal quando você entra em uma campanha e você vê que o seu nome não está sendo bem aceito e que o candidato da oposição está tendo uma aprovação melhor. Eu acho que é uma turbulência normal, não diria que seria um jogo sujo, mas sim um fator normal.

 

Porque no fim você foi o candidato mais atacado durante todo esse tempo.

Eu tenho um perfil particular de toda a minha vida fazer uma campanha em cima de propostas, em cima de projetos, eu não tenho esse perfil de atacar os outros candidatos. Toda história política da minha vida, até como vereador da oposição, eu sempre tive uma atuação bem coerente e tranquila. Nessa campanha, trabalhei para ser um candidato que realmente tinha projetos e planos para nossa cidade. Então, não me preocupei em nenhum momento com os ataques que sofri e nem em contra-atacar e se defender. Fui em cima de linha, de projeto, usei parte dos programas de rádio, falando de projetos, poucos materiais até que soltamos na rua, baseados no plano de governo. Não me preocupei, porque percebi que minha campanha estava no caminho correto, no sentido que estava dando bom resultado.

 

Qual o papel que o Erval teve em sua campanha?

O Erval é uma grande liderança de todos os tempos da cidade de Porto Feliz. Quando foi indicado meu nome, as pessoas falavam: “Levi, você tem grande chances de ganhar a eleição”. Tudo isso porque o eleitorado fiel do Erval já traria de seis a sete mil votos. Ele é uma pessoa muito admirada pelo povo e, meu ponto de vista, foi um dos melhores prefeitos de Porto Feliz, apesar de ser em uma época diferente que a arrecadação era baixa, poucos recursos. O apoio do Erval foi imprescindível para que tivesse êxito em minha campanha e também na formação do grupo de apoio. Nós tivemos 42 candidatos a vereadores que acreditaram no nosso trabalho, no nosso projeto e, grande parte veio para o nosso lado porque eu tinha o apoio do Erval e tinha uma liderança junto comigo.

 

Qual o papel que ele terá em seu governo?

Eu ainda não comecei a definir meu quadro de secretários, diretores, o quadro de trabalho que vai fazer parte do meu governo. Mas ele vai ocupar uma pasta dentro do meu governo. Nós não definimos ainda qual setor ele irá atuar, mas é importante que ele contribua com sua experiência, com a sua capacidade. E é uma pessoa que jamais algum candidato dispensaria porque ele tem muita experiência na política de Porto Feliz.

 

Nós falamos do Erval, do Herculano e da Rita Passos. Foram pessoas que tiveram grande importância em sua campanha. Quais outras pessoas foram fundamentais nesse processo?

Acho que de um modo geral, todos tiveram uma contribuição dentro da sua competência na campanha. Desde aquela pessoa mais simples como a mais envolvida. Mas, acho que o grupo que contribuiu foi o do marketing da campanha. Tivemos poucos materiais, mas foram muito bem aproveitados. Outra parte que contribuiu muito também foi o grupo de articulação política, que trabalhou muito no sentido e formar as lideranças dos bairros da cidade. Teve um grupo também que investiu na parte de som, os carros de som, carros simples, modestos, mas feito um trabalho ostensivo e que acabou trazendo um bom resultado. Eu me lembro de que onde eu andava fazendo a campanha, as pessoas falavam: “Olha, a sua musica gravou na mente da nossa família, a minha filha e o meu filho ficam cantando o tempo inteiro a música”. Isso foi muito importante, essa equipe, todos foram. Os vereadores também. Eu percebi que os candidatos a vereador, que foram 42, trabalharam intensivamente levando o nome do candidato a prefeito também.

 

Quantos vereadores vocês conseguiram eleger?

Conseguimos eleger dois do PSD, o Marola e o Rodrigo Peixoto e um do PV que é o Zé Luiz. No total foram três vereadores.

 

Qual foi o melhor e o pior momento da sua campanha?

O momento que mais me marcou foi na nossa convenção, quando meu nome foi indicado oficialmente. Entrei na campanha para ajudar o Erval e acabei sendo ajudado por ele. Foi um momento muito emocionante. Tanto, que não consegui conter as lágrimas.

 

Teve algum momento que você pensou que não ganharia essa eleição?

Sim. Teve momentos que quando pensava na divisão, quando via as pessoas falando que deveríamos ter unido com os outros partidos, todo mundo falava que a Andrea iria vencer a eleição porque nós não nos unimos. Esse foi um momento que tive um receio de não vencer a eleição.

 

E quando você achou que iria ganhar a eleição?

Foi quando eu cheguei em segundo lugar nas pesquisas internas do nosso partido. Elas me apontavam em segundo lugar. Ou seja, eu já tinha ultrapassado o suposto candidato, que era o Gerão. Naquele momento, acreditei muito na transferência do voto útil e que poderia virar a situação, até porque, muitas pessoas queriam o fim da hegemonia petista. Essa tendência do eleitorado em busca de mudanças acabou me levando a crer que o segundo lugar nas pesquisas abriria uma grande possibilidade de dar uma reviravolta na reta final. Felizmente, quando chegou a um determinado ponto, em vez de ficar em segundo, eu já estava em primeiro. Foi então que eu pensei que era só eu ter um controle rigoroso da situação e manter nesse ritmo. Tive tranquilidade na reta final. Busquei muito o voto “corpo a corpo”, visitando as pessoas, as famílias, saía da minha casa com o carro de som. Eu mesmo rodava com o carro de som, parava em um lugar, saía visitando as famílias. Usei essa estratégia porque como o meu carro estava adesivado e com o som, eu passava, as pessoas me cumprimentavam e eu achava que com essa forma era um marketing político muito forte. Eu acredito que deu certo porque eu parava nos bairros e começava a visitar as pessoas.

 

Já caiu a ficha?

Eu ainda considero que estou na fase de lua de mel. Ainda estou curtindo esse momento especial porque eu estou visitando as pessoas dentro do possível, fazendo um agradecimento com os votos que tive, visitando algumas entidades, algumas igrejas. Ainda estou curtindo. Até porque já existe uma tendência de já estar passando esse momento. Eu já tive uma reunião com o atual prefeito, Claudio Maffei que já autorizou o processo de transição da administração da Prefeitura. Naquele momento, ele indicou 11 pessoas que são ligadas ao secretariado e já me deixou a disposição para qualquer dúvida que tenha. Nesse momento também, através do meu advogado, protocolei na Prefeitura também alguns nomes que farão parte dessa transição. A transição já está acontecendo.


Quem são esses nomes?

Tem a equipe nossa que faz parte da campanha que seria o Chechi, o Franco, o Dr. Cleber Bazzo – procurador, a pessoa responsável pela montagem dessa transição, que é o nosso advogado, ele está sendo a pessoa que está fazendo a coordenação da equipe, até por questões jurídicas ele tem essa competência. Depois temos Marola, eu também faço parte como prefeito, Miguel, então são essas pessoas que estão. Só que tem uma observação de que foi aceito pelo atual prefeito que outros nomes poderão ser incluídos, então é uma lista que está aberta ainda. Esse processo de transição já está em andamento.

 

E como é que foi esse papo com Maffei?

Foi tranquilo, porque está previsto em Lei. Se Deus quiser, não tiver nenhuma alteração, nós também temos que fazer e cumprir a Lei. Mas eu achei que foi tranquilo. Eles tinham um respeito por parte dele, eu também. Então é uma coisa normal.

 

Muitas pessoas estão cobrando do que vai ser feito em termos da gestão anterior. Você pretende mesmo fazer uma auditoria sobre tudo o que aconteceu na gestão anterior?

Esse fato de não sabermos a fotografia do momento em que eu assumir a prefeitura, é necessário, tem que ser feita, até para prestação de contas para o tribunal ser informado. Eu pretendo fazer sim, contratar uma empresa de auditoria e fazer um levantamento da atual situação da prefeitura.

 

Quais os pontos que você acha que são mais prioritários?

Todos pontos são importantes. Mas os prioritários seria a saúde, a educação, a parte dos convênios com as ONGs na cidade, esses termos de parceria que existe no município e também a PORTOPREV.

 

Qual o seu grande projeto como prefeito? Qual a marca que você pretende deixar na cidade?

Melhorar bastante a área da saúde. Eu quero contratar um secretário da saúde do município, que tenha capacidade, experiência e que tenha comprometimento com a administração pública do nosso município. Depois, quero contratar médicos e especialistas para que eles atuem na Santa Casa e nos Postos de Saúde. Também pretendo adquirir equipamentos para a área de saúde. No meu plano de governo, tenho um compromisso de montar uma UTI de quatro a seis leitos e pretendo ter um aparelho de tomografia, um mamógrafo e um aparelho de ultrassonografia no mínimo. Já estive fazendo uma visita na Santa Casa, vendo as repartições que nós poderíamos instalar esses equipamentos até UTI. Até ressalto que fui muito bem recebido pelas pessoas da direção da Santa Casa, que me abriu as portas, mostrando e dando ideias e sugestões onde e o que podemos fazer. E pretendo também montar um PA na popular e estou estudando com uma equipe de médicos um PA no bairro do Bambu. Se nós conseguirmos ter dois PAs, um no Bambu e o outro na Popular, vamos diminuir a demanda de pacientes na Santa Casa. Seria um trabalho diferenciado para poder atender a população. E pretendo que esse pronto atendimento fique com as portas abertas até às 22h para facilitar para que as pessoas que trabalham durante o dia, evitem de perder dias de trabalho. Então, tendo médicos até às 22h vai ser um avanço muito grande.

 

Tirando essa parte de saúde dentro do seu plano de governo, qual a sua prioridade?

A educação. Nós temos um projeto muito bacana até porque o meu vice é da educação e tem uma grande experiência e conhecimento. Uma pessoa muito competente e já provou quando ele foi diretor de educação, então todo esse no hall que ele tem nós queremos que seja aproveitado dentro do meu governo. Pretendemos construir escolas e também creches porque hoje temos mais de 500 crianças nas filas de espera. Temos urgência em zerar essa deficiência ou essa demanda das crianças. Também vamos fazer uma reestruturação no quadro de funcionários da área de educação.

 

Você vai aproveitar alguém dessa gestão atual?

Eu acredito que tem pessoas competentes, independente de bandeira partidária. Se a pessoa tiver o perfil do qual eu quero no meu governo, com certeza, vou aproveitar. Quero montar uma equipe de profissionais, independente de partido político. Tem até alguns nomes que já chegaram ao meu conhecimento de pessoas que sei que não trabalharam na minha campanha. Mas são pessoas altamente qualificadas, capacitadas e esse trabalho de um modo geral da atual administração, eu costumo dizer que não serão interrompidos, as coisas boas, nós daremos continuidade, o que não for bom nós vamos procurar melhorar. Mas não vai ter essa interrupção de projetos que estão em andamento.

 

Serão vários cargos. Você já tem nomes para todas essas funções?

Quero também marcar a minha administração por uma restruturação e uma gestão eficiente. Pretendo ter no meu quadro de equipe, o número necessário para governar. Esse excesso que supostamente dizem que tem na administração, eu pretendo que ela seja cortada, a famosa “gordura” que existe, que não tem necessidade. Então, pretendo ajustar e a prefeitura não será um cabide de emprego.

Aqui em Porto Feliz também tem uma história de gente de fora, de gente da cidade. Como é que você pretende lidar com isso?

Fui muito cobrado na época da campanha neste sentido. Se no meu governo eu iria dar preferência as pessoas de fora. Eu deixei muito claro que como eu sou muito ligado ao comércio da cidade, tenho contato com os empresários, até fiz parte da associação comercial, eu combati muito no sentido que nós devemos aproveitar e dar valor as pessoas que moram na cidade. No primeiro momento, prefiro que a minha equipe seja formada por pessoas que moram aqui. E se precisar buscar alguém de fora, se por ventura não tiver aqui em nosso município uma pessoa para ocupar o cargo, vou pedir para essa pessoa morar aqui. Também dentro da lei, pretendo fazer um trabalho voltado para que a prefeitura compre dentro do comércio local. Evitar que a gente dê preferência a compra em outros mercados. Também quero que as obras sejam feitas por pessoas que moram aqui, para que o dinheiro circule na economia local.

 

Qual a participação que o Herculano e a Rita Passos terão no seu governo?

Espero que eles continuem colaborando no sentido de abrir as portas do governo do estado de São Paulo através de emendas, de projetos, e de uma ligação com o governo do paulista, até porque pretendemos trazer a ETEC para Porto Feliz. Também tem o termo de compromisso, o protocolo de intenções que a Toyota fez com Porto Feliz que seria a duplicação da rodovia Dr. Antonio Pires de Almeida. Nós vamos precisar do apoio do governo e pretendo fazer uma reunião, se possível, com o governador e pedir algumas emendas, alguns projetos para Porto Feliz, inclusive essa duplicação da rodovia que é importante.

 

Você tem algum compromisso com eles com relação a determinados cargos no seu secratariado, na prefeitura, como costuma-se fazer essas amarrações políticas?

Não tenho. Nunca me pediram nada. Eles também sabem que em nosso município e em nosso grupo tem pessoas competentes para comandar a cidade de Porto Feliz.

 

Depois de muitos anos Porto Feliz vai ter um prefeito que é do ramo empresarial. Você acha que isso te dá uma certa vantagem? Administrar a cidade é como administrar um comércio?

Cada prefeito tem um perfil de administração. Quero investir muito, apoiando a vinda das empresas para Porto Feliz. Nesse sentido de gerar mais empregos, gerar mais renda. Vai ficar marcado nosso governo nesse sentido. Apoiar de forma séria para a vinda das empresas. Quando fiz parte da associação comercial era um desejo da associação que Porto Feliz tivesse um parque comercial a altura para melhorar a renda. Então, quero marcar nesse sentido, geração de emprego, melhoria da renda e qualificação profissional. É um perfil de um prefeito que é administrador, que é empresário.

 

O nosso centro está muito complicado. A cidade está crescendo, problema de trânsito. Falta algum tipo de planejamento?

No passado vários prefeitos fizeram projetos no sentido de melhorar o trânsito de Porto Feliz. O trânsito da cidade é um pouco complicado porque as ruas são estreitas e não tem muito o que pode ser feito. Agora com essa descentralização de algumas empresas, acredito que vai melhorar um pouco. Mas, dá para começarmos com os serviços básicos, como a limpeza e asfaltar algumas ruas que estão em más condições. Se fizermos o básico já melhora bastante.

 

Como é que você se vê como prefeito? Que tipo de perfil?

Eu não vou ter condições de mudar o estilo. Porque já nasci com o estilo de tranquilo, de conciliador, de chegar em um resultado dentro de um consenso e é uma marca registrada que eu acredito que os outros prefeitos que passaram não tiveram. Vou ouvir a base, respeitar a Câmara de vereadores e o desejo da população. Quero fazer diferente, vou ser um prefeito simples, não perdendo a minha autoridade, o meu poder de decisão. Serei o prefeito do povão.

 

Essa chegada da Toyota, o que diferencia?

Essa empresa será um grande marco em nosso município. Ela trará credibilidade, uma avaliação para que outras empresas venham para o nosso município.

 

Você vem de uma família humilde. Como é a história dos seus pais?

Meu pai faleceu faz 11 anos. Minha mãe foi em todos os comícios. Minha mãe está com 75 anos. Minha mãe sempre me apoiou. Minha esposa, meus filhos, sempre estiveram ao meu lado, sempre acreditaram, minha família, porque eu sempre, quando tomei decisão, mais acertei do que errei. Minha mãe aos 75 anos acho que foi o maior presente que ela recebeu na vida dela de ver uma pessoa que foi criada em uma simplicidade e chegar a ser prefeito de Porto Feliz.

Eu morei em casa que não tinha luz, não tinha rede de esgoto. Meu pai trabalhava de pintor. Eu trabalhei muito tempo com ele. Depois eu trabalhei em três empresas na cidade. Eu trabalhei na Schadek. Até achei muito legal porque eu fui conversar com o dono da Schadek essa semana, o Carlos e estava contando para ele que eu trabalhei na fábrica de São Paulo. Foi muito marcante.

Trabalhei na fábrica de tecidos Nossa Senhora Mãe dos Homens e trabalhei na União São Paulo. Depois eu montei uma oficina de rádio e televisão, concertando. Em 94 montamos as lojas Novolar, eu e meu irmão. Minha vida foi difícil porque meus pais foram pessoas simples, minha mãe também trabalhou cortando cana, eu ia junto com ela, eu e meus irmãos.

 

E em relação ao presídio?

Particularmente não sou favorável a vinda do presídio. Pelas que tenho acompanhado, vai ser difícil evitar essa instalação. Teve um momento que poderia ter sido evitado, mas se fosse feito de forma diferente. Mas, como o presídio será semi-aberto, vou propor uma reunião com o secretário de segurança e dentro de um projeto legal, explicar que poderá ser afetado a vinda das indústrias ou aumentar a parte de violência do nosso município. Vamos tentar mudar para regime fechado. Também vamos aproveitar para usar isso a nosso favor, pedindo investimentos para o Jardim Vante, que é um dos bairros que mais cresce, e, até mesmo, a construção de uma nova ponte no local.

 

 

Você acredita que essa condenação do mensalão ajudou em alguma coisa?

Acredito que episódios com este servem para mostrar ao povo que é importante uma análise criterioso sobre cada candidato. O povo olhou muito também na hora de votar e optou pelos candidatos com perfil de maior seriedade. Como tenho algumas experiências na vida política, achei algumas pessoas poderiam levantar falsas acusações, mas fiquei muito feliz que ninguém atacou a minha moral, minha credibilidade, minha reputação, então, acho que contribuiu muito não ter nenhuma mancha e nunca estar envolvido em nenhum tipo de escândalo.

 

Tem mais alguma coisa que você gostaria de falar?

Na parte de lazer, cultura, esportes, eu quero investir bastante. Quero investir no Cemex e fazer um projeto legal lá, com direito a uma portaria de acesso, fechar o Cemex e voltar a ter aquele calendário de festividades do nosso município, que seria a festa da uva, agrofest, rodeios, , as exposições etc. Até estive conversando com algumas pessoas esses dias que aprovaram esse compromisso que tenho no nosso plano de governo. Pretendo que volte a cidade ter a fama como cidade turística. As pessoas voltem a visitar a nossa cidade, conhecer a nossa bela gruta, o nosso museu que nós vamos ver se conseguimos reformá-lo muito em breve e também o acervo que é uma relíquia maravilhosa que tem no museu, voltar a ficar ao acesso do povo. Costumo dizer que admiro muito a igreja Matriz. É um patrimônio histórico. Nós temos potencial, temos condições e vamos fazer se as pessoas continuarem acreditando e torcendo. Porque o que precisa muito também é a população acreditar no prefeito, no governo, trazer aquele fluído e clima bacana no nosso município.

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