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Terça-feira, 05 de Março de 2013 - 09:48
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Cardeais voltam a se reunir e podem definir data para início do conclave

O Colégio de Cardeais pode definir nesta terça-feira a data para o começo da assembleia que elegerá o Papa, com a chegada dos 12 religiosos que faltavam

A terceira reunião de cardeais para preparar o conclave começou às 9h30 locais (5h de Brasília) desta terça-feira na Sala Nova do Sínodo, no Vaticano.

Participam da congregação os 146 cardeais - 107 deles eleitores - já presentes no Vaticano desde ontem, mais os que chegaram nas últimas horas a Roma, número que será confirmado no final da sessão pelo porta-voz Federico Lombardi.

O Colégio Cardinalício é composto por 207 membros, dos quais 117 são eleitores, ou seja, têm menos de 80 anos de idade. Os demais não podem votar, ainda que possam ser escolhidos Papa. Desses 117, dois renunciaram a participar do conclave. Trata-se do indonésio Julius Darmaatmadja, por doença, e o escocês Keith O'Brien, ex-arcebispo de Edimburgo que é acusado de "comportamento inadequado" com outros religiosos na década de 1980.

O cardeal decano, Angelo Sodano, já disse que a data do segundo conclave do terceiro milênio não será confirmada até que todos os eleitores estejam presentes em Roma, o que deve acontecer nas próximas horas. Ficou decidido ontem que haverá uma congregação geral hoje e outra amanhã.

Ontem, a reunião preliminar ocorreu com a presença de 142 cardeais, dos quais 103 são eleitores no conclave, inclusive cinco brasileiros. A primeira etapa da reunião preliminar do Colégio de Cardeais, segundo o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, transcorreu em clima de serenidade. Os religiosos fizeram um juramento, baseado na Constituição da Igreja Católica Romana (Universi Dominici Gregis), sobre como se comportarão durante o encontro.

A reunião foi dividida em duas etapas: na primeira, 13 cardeais se pronunciaram, houve um intervalo. Depois, ocorreu a segunda fase. Os cardeais aproveitaram o encontro de ontem também para se conhecer. Segundo Lombardi, alguns religiosos não se conheciam pessoalmente. As reuniões preliminares foram organizadas de maneira que ocorram durante toda a semana.

Conclave

Do latim "com chave", o conclave é fechado. Os cardeais ficarão enclausurados até a eleição do sucessor de Bento XVI. Há toda uma supervisão e um esquema de segurança para que isso ocorra.

Antes do conclave, os cardeais participam de missa na Basílica de São Pedro, depois seguem para a Capela Sistina. Nos momentos que antecedem as votações, os religiosos fazem juramento de sigilo e, em seguida participam de um ritual de meditação.

O voto no conclave é manual e individual. Os cardeais escrevem à mão, em um papel retangular, o nome do escolhido, e são orientados a disfarçar a letra. O papel é dobrado duas vezes e depositado em urna que fica no altar. A eleição só ocorre se houver dois terços de votos favoráveis a um nome. Do contrário, novas votações são feitas até a obtenção da maioria.

Ao fim de cada votação, as cédulas são queimadas em um forno, que é colocado na capela, e a indicação é a fumaça. A fumaça escura é sinal de que não foi escolhido o papa. Se a fumaça for branca, significa que já há um pontífice.

Uma vez escolhido, o eleito diz se aceita e o nome que deseja usar. Ele é reverenciado por cada um dos cardeais. O anúncio oficial é feito pelo chamado cardeal emérito - o mais antigo entre os presentes. O cardeal anuncia: "Habemus papam", que em latim significa "temos Papa". O novo pontífice aparece na varanda da Basílica de São Pedro.

Fonte:  Terra com informações da agência EFE

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