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Quinta-feira, 07 de Março de 2013 - 10:41
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A frente do ASILO

Márcia Cristina Gimenez de Oliveira realiza trabalhos sociais há mais de 10 anos, hoje, está no comando da Cidade dos Velhinhos e tem muitos projetos para a entidade
Foto: Paulo Henrique Baldini - Revista Viu!
"Estou na Cidade dos Velhinhos desde 2005, participando da diretoria, em diversas funções"
"Estou na Cidade dos Velhinhos desde 2005, participando da diretoria, em diversas funções"
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"Estou na Cidade dos Velhinhos desde 2005, participando da diretoria, em diversas funções"
"Estou na Cidade dos Velhinhos desde 2005, participando da diretoria, em diversas funções"

O número de entidades de apoio as pessoas carentes cresce a cada ano. Ao mesmo tempo, o número de profissionais que se dedicam ao mesmo setor também aumenta.  São pessoas que são formadas em áreas específicas que se dedicam ao bem-estar do outro e trabalham abnegadamente dia após dia, buscando tornar a vida do semelhante um pouco melhor. Exemplo disso, é a vida de Márcia Gimenez de Oliveira, 59 anos, formada em Serviço Social pela PUC (Pontifícia Universidade Católica), em Campinas (SP), que vem realizando trabalhos sociais em entidades porto-felicenses há mais de 10 anos.

Experiente e com um currículo digno de reconhecimento, Márcia já realizou grandes trabalhos durante o decorrer de sua vida. Ela iniciou os trabalhos como Assistente Social na FEAC (Federação das Entidades Assistenciais de Campinas). A partir de 1986, trabalhou na Prefeitura de Porto Feliz e, durante esse período, assumiu como Diretora da Promoção Social, em três mandatos distintos.

Além de todos esses trabalhos já realizados, Márcia também ajudou a implantar o Abrigo das Meninas, em 2003, e assumiu a coordenação da instituição em 2009. No mesmo ano, também fez parte da equipe de Intervenção da Casa das Crianças – local por onde já tinha participado da Diretoria entre os anos de 90 a 92.

E todo esse aprendizado fez com que ela chegasse ao cargo em que ocupa atualmente como Presidente do Asilo e vem constantemente realizando trabalhos para arrecadar cada vez mais fundos para a instituição. Nesta entrevista, pela primeira vez, Márcia fala um pouco sobre suas  experiências nas entidades da cidade e revela como está a situação da Cidade dos Velhinhos atualmente.

Como iniciou sua carreira?

Iniciei minha vida profissional como Assistente Social na FEAC - Federação das Entidades assistenciais de Campinas, no qual permaneci por aproximadamente 10 anos. A partir de 1986, e por 23 anos, trabalhei na Prefeitura de Porto Feliz, e durante esse período assumi como Diretora de Promoção Social, em três mandatos distintos. No ano de 2003 implantamos o Abrigo das Meninas e a partir de 2009 assumi a Coordenação do Abrigo de Meninas e a Intervenção da Casa das Crianças até maio de 2012. Entre os anos 90 e 92 participei da Diretoria da Casa da Criança.

 

Como foi seu trabalho na Casa das Crianças?

Como Interventora Municipal, reestruturamos e administramos o programa de acolhimento institucional para as crianças e adolescentes. Como uma coordenadora Geral - porque nessa época também assumi a coordenação do Abrigo de Meninas - então tive a responsabilidade de organizar, reestruturar, uniformizar o atendimento de ambos os serviços, sempre em conjunto com a Equipe Técnica dos referidos abrigos. Elaboramos então um plano de intervenção, respeitando os parâmetros de funcionamento das Orientações Técnicas de Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes.

 

Quanto tempo ficou e por que resolveu sair?

Permaneci durante três anos, de abril de 2009 a maio de 2012, mesmo estando aposentada. Apesar de gostar de trabalhar com crianças e adolescentes, de ser apaixonada pela minha profissão, resolvi me afastar e dedicar mais a minha família, viajar um pouco, e dispor de um tempo maior para os trabalhos voluntários que venho realizando.

 

Depois foi para que entidade?

Estou na Cidade dos Velhinhos desde 2005, participando da diretoria, em diversas funções.

 

Que tipo de trabalho realizou na Casa dos Meninos?

Participei da diretoria, em diversas funções também.

 

Quanto tempo ficou lá?

De 2009 a 2012.

 

Alcançou todos seus objetivos?

Durante o período em que estive na entidade, procurei trabalhar de acordo com os objetivos propostos, respeitando as determinações e atuando em conjunto com a equipe técnica e funcional.

 

Você quem sugeriu a implantação do Abrigo das Meninas na cidade?

Apesar de ter participado da implantação do Abrigo de Meninas (em agosto de 2003) - período em que estive como Diretora de Promoção Social - o abrigo foi implantado a partir de uma Ação Civil Pública requerida pelo Ministério Público junto a Prefeitura Municipal e de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), entre Ministério Público e a Prefeitura Municipal, que nortearam os procedimentos para implantação e condução do trabalho.

 

Como surgiu essa ideia?

Do Ministério Público na época. A Promotora de Justiça, Dra. Renata Lucia Mota Lima de Oliveira Rivitti foi quem requereu junto a Prefeitura Municipal, devido à grande demanda e, por não existir um local apropriado que acolhesse crianças e adolescentes, do sexo feminino, de 0 a 18 anos, em situação de risco. Havia apenas a Casa da Criança, que sempre atendeu crianças e adolescentes do sexo masculino.

 

Enfrentou muita burocracia?

Não posso dizer que enfrentei burocracia, mas como todo trabalho, enfrenta-se dificuldades.

 

Teve apoio de quem?

Dos Gestores Municipais, Juízes, Promotores, coordenadores, equipe técnica, equipe funcional, enfim, da comunidade em geral. Todos, de alguma forma, contribuíram para o desenvolvimento do trabalho. Quero aproveitar a oportunidade que a Revista Viu! está me proporcionando e agradecer a todos que me permitiram estar à frente desse trabalho, que acreditaram em mim enquanto profissional. Gostaria de poder citar nomes, mas não posso ser injusta, poderia esquecer algum nome.

 

A Prefeitura deu suporte?

Sim, totalmente. A Prefeitura é a responsável pela manutenção total dos dois serviços de acolhimento.

 

Por que saiu da Casa das Meninas?

Por estar realizando diversos trabalhos, fiz a opção de permanecer na Casa das Crianças e com o trabalho voluntário.

 

Quando assumiu a presidência do Asilo?

Em janeiro de 2010.

 

Como foi a época de campanha para arrecadar fundos para a Cidade dos Velhinhos?

Foi um momento muito marcante, de ver as pessoas se mobilizarem, se solidarizarem com a causa, foram realizadas diversas campanhas. Atualmente, essa ajuda continua, mas em menor quantidade.

 

A campanha teve bons resultados?

Ótimos resultados. O ideal seria que essa campanha fosse contínua.

 

A entidade ainda precisa de ajuda? Por quê?

Sim. Como em todas as entidades, os recursos financeiros que recebemos não são suficientes para manutenção da instituição, temos que constantemente realizar eventos e a ajuda das pessoas é sempre bem-vinda. Aproveito o espaço e, em nome da Cidade dos Velhinhos, agradeço a todos que de alguma forma ou de outra vem contribuindo com a entidade, proporcionando melhores condições de vida aos nossos idosos.

 

Qual a maior dificuldade que já enfrentou na presidência do asilo?

Não considero dificuldade, mas um compromisso “muito sério”, de muita responsabilidade.

 

Qual a situação da Cidade dos Velhinhos hoje?

Está equilibrada devido ao auxílio que temos recebido da comunidade, empresas, igrejas das diversas denominações, clubes de serviços, os padres das três paróquias, escolas, entidades esportivas etc. Sempre com doações de alimentos, roupas, fraldas etc e, também dos sócios- colaboradores que contribuem mensalmente. A ajuda ainda é muito necessária. Os idosos que estão em acolhimento institucional necessitam não somente de recursos materiais, mas sim de voluntários, de pessoas comprometidas que possam dedicar um pouco de seu tempo dando-lhes atenção, carinho, palavras de conforto. Temos também um convênio com a Prefeitura, firmado há um ano aproximadamente, através da Secretaria Municipal de Saúde, objetivando prestar assistência multiprofissional aos idosos na Cidade dos Velhinhos, no âmbito do SUS, para melhorar a qualidade de vida deles. Outro ponto é o trabalho feito pela 4R Sistemas, trabalho voluntário e gratuito, que está proporcionando controle e informações para uma melhor gestão administrativa da entidade. Através da indicação de alguns parlamentares, tanto municipais como estaduais, a Cidade dos Velhinhos foi contemplada para receber recursos financeiros para reformas do prédio (ala masculina, salão de festas, lavanderia e compra de novos equipamentos), almejando sempre o bem-estar dos nossos acolhidos. Ressaltamos que até o momento recebemos apenas o recurso para compra dos equipamentos.

 

O que as pessoas podem fazer para ajudar?

Procurar a Entidade através do telefone (15) 3262-1282, do email cidadedosvelhinhosdeportofeliz@hotmail.com, ou, até mesmo, através da Diretoria, pois qualquer tipo de ajuda é sempre “bem-vinda”, pode ser através de recursos financeiros, materiais ou mesmo como voluntário.

 

Quantos funcionários têm na Cidade dos Velhinhos?

Ao todo são 28 funcionários: serviços gerais, cozinheiras, copeiras, auxiliar de cozinha, enfermeira, auxiliares de enfermagem, fisioterapeuta, nutricionista, auxiliar administrativa e,  administradora. Do número de funcionários acima mencionado, três estão afastadas por motivo de doença.

 

E colaboradores/voluntários?

Voluntários são 15, auxiliando na Feira da Bondade, fisioterapia, profissionais da área de manicure, cabeleireiro, barbeiro etc.

 

Você acredita que a família das pessoas que estão “internadas” no asilo acaba abandonando os seus parentes?

Acredito que não, às vezes, os familiares não têm outra alternativa.

 

Como se sente sabendo que fez um bom trabalho em diversas entidades da cidade?

Sinto-me honrada, lisonjeada com essa classificação, mas acredito que desde que me propus a executar os trabalhos que a mim foram destinados, teria que assumi-los com responsabilidade. Ressalto que ninguém faz nada sozinho, sempre contei com pessoas que me ajudaram e continuam me auxiliando.

 

Hoje você é ministra da Igreja Santa Cruz. Como é isso para você?

Faço parte da Equipe do Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão. Poder fazer parte é uma dádiva de Deus.

 

Como vê Porto Feliz daqui há quatro anos?

Uma cidade mais planejada, com melhores condições de habitação, trânsito mais organizado. Que nossos gestores municipais proporcionem mais capacitação e empregos para nossos jovens, que muitos têm buscado fora do município. União dos políticos, sem distinção de partidos políticos, pensando sempre no bem-estar da população. Ressalto ainda, a importância e a necessidade de uma rede articulada de programas, projetos e serviços visando melhorar o atendimento para crianças e adolescentes em nosso município.

 

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