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Quinta-feira, 25 de Junho de 2009 - 11:50
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A fórmula da salvação

Confira na integra a entrevista que o arquiteto e escritor Túlio Henrique concedeu a Revista Viu! para a edição 78.

O arquiteto e escritor Túlio Henrique fala sobre seus livros e afirma que para se salvar é preciso amar o próximo, fazer a caridade e perdoar o irmão
A religião é um tema que costuma causar discussões em todos os lugares. Afinal, cada um tem a sua e defende o que ela prega. Independente dos conceitos, todas concordam em um ponto: para se chegar ao reino dos Céus, descansar ao lado do Pai Celestial ou ter uma reencarnação menos difícil é preciso amar o próximo, fazer a caridade e perdoar os erros dos irmãos. Nesta entrevista, o arquiteto e escritor espírita, Túlio Henrique, de 82 anos, fala sobre seus dois livros, sua carreira como arquiteto e sobre o trabalho feito no Centro de Apometria do qual faz parte há muitos anos e afirma que tudo que fazemos nessa vida terá conseqüências nas próximas e, por este motivo, é bom fazer apenas o bem e enviar energias positivas a todos que passam por nossas vidas, pois aqui se planta e aqui também se colhe. Confira!

Como começou sua carreira?
Antes de me tornar arquiteto, eu trabalhava como inspetor de alunos em São Paulo, trabalho que exerci durante 10 anos. Aos 44 anos, decidi investir na minha profissionalização e ingressei na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo em Mogi das Cruzes. Após me formar, resolvi voltar para Porto Feliz, minha cidade natal.

O senhor enfrentou muitas dificuldades no início da carreira?
Na verdade não, pois era muito conhecido aqui em Porto Feliz e esse foi um dos motivos porque voltei. Naquela época muita gente me procurava e ainda procura, pois continuo na ativa até hoje. Quando a gente não é conhecido, demora para conseguir conquistar clientes e eu não queria trabalhar como empregado, queria ser meu próprio patrão.

Que tipos de trabalho já fez?
Todos os tipos de trabalho, até trabalhei para a prefeitura, fazendo projetos de casas econômicas, para ajudar a classe mais baixa, mais necessitada. Trabalhei terceirizado.

O senhor ficou muitos anos fora da cidade. Como vê a administração do prefeito atual?
Esse prefeito fez bastante coisa pela cidade e foi por isso que ele ganhou, porque é muito esforçado e merece a reeleição. Trouxe faculdade e escola profissionalizante e acredito que ele vai fazer muita coisa pela cidade ainda.

Além de ser arquiteto, o senhor também escreve?
Não sou escritor. O que escrevi foi devido a certos fatos que aconteceram comigo e com pessoas ao meu redor, com minha mãe e meu avô, que tiveram a oportunidade de presenciar fatos extraordinários, como sentir perfume do além.

Como é o nome do seu primeiro livro e sobre o que ele fala?
O meu primeiro livro chama-se “Lições dos Bichos” e fala sobre os maus-tratos sofridos pelos bichos, como por exemplo, briga de galos, onde os animais quase se matam para entreter os seres humanos. E lancei há mais de sete anos.

Esse livro tem a ver com o espiritismo?
Tem, pois fala sobre outras vidas, reencarnação, entre outras coisas, mas não é tão evidente, pois os bichos que falam durante todo o livro, falam sobre as dificuldades que sofrem devido algumas atitudes humanas. Por exemplo, a zebra, que tem uma expressão de quando as coisas não dá certo, fala-se que “dá zebra”. Então, a zebra fala que se as pessoas continuarem bebendo, fumando, se drogando, aí sim dará zebra na vida delas. Eu aproveito uma situação para mostrar uma outra realidade por meio dos animais.

E o que mais fala nesse livro?
Meu livro fala, quase que exclusivamente, sobre o ódio, inveja, maldade e sobre guerras, pois o ser humano procura fazer guerra, o certo seria propor um acordo, pois já que nosso espírito é imortal, porque um matar o outro, sendo que vai piorar a situação.

O senhor teve algum patrocínio para publicar seu livro?
Escrevi os dois livros e lancei com dinheiro do meu próprio bolso.

Como é o nome do seu segundo livro e sobre o que ele fala?
Ele chama “A fórmula da salvação, caminho, verdade e vida eterna” e é espírita. Eu consegui várias provas de acontecimentos extraordinários que comprovam que a vida continua.

Para o senhor, qual é a fórmula da salvação?
A fórmula é amar o próximo, fazer a caridade e perdoar o irmão. Sei que não é fácil, mas é necessário. Para mim já fizeram muitas coisas, mas eu perdoei, pois se eu não perdoar, Deus também não perdoa. Meu avô materno passou perto de uma vizinha uma vez e a vizinha estava falando sozinha. Ele perguntou para ela, porque ela estava falando sozinha e ela disse que estava conversando com um senhor falecido que vinha pedir perdão para ela, das galinhas que ele ficou devendo antes de morrer e ela não tinha perdoado a dívida. Aí meu avô pagou as galinhas para a vizinha e depois quando ele passou novamente lá, o espírito não tinha mais voltado a aparecer para ela.

Pode dar um exemplo?
Claro. Minha mãe era crente e nunca aceitou que eu era espírita. Após sua morte, ela se comunicou comigo e me pediu desculpa, pois estava vendo que eu tinha razão. Houve também um fato que aconteceu com ela, quando o tio dela faleceu e esse tio falava muitos palavrões. Após alguns anos da morte dele, ela e as irmãs estavam conversando e, naquela época não tinha luz no sítio, e de repente, o quarto ficou iluminado e o tio dela apareceu acompanhado por dois soldados. Ela ficou invocada querendo saber porque ele estava acompanhado por dois soldados. Na época, eu não sabia explicar, mas hoje eu sei que é porque ele estava preso no além para aprender falar nome bom e largar de falar nome feio. Inferno mesmo não existe, existem locais que espíritos ruins ficam, que é na escuridão.

O senhor acredita que inferno não existe?
Eu tenho certeza que inferno eterno não existe, pois Deus não é padrasto e, sim, Pai. Mas ele falou que a cada um será dado conforme suas obras. Então, quem sofre é devido ao que plantou. Então, porque nascem pessoas deficientes, foi Deus que fez isso, Deus que quis? Eu respondo que não, pois cada cabeça é uma sentença e se a pessoa fez muitas coisas erradas em outras vidas, como por exemplo, Hitler, ele não vai voltar em um corpo perfeito, e sim, em um corpo com dificuldades, para ele se reparar, mas não enviar ele para o inferno eterno, pois isso Deus nunca faria. Quando esse espírito ver essa realidade e se arrepender de tudo que fez de mal e pedir perdão, aí então ele vai ter uma reencarnação que ele possa assumir tudo o que fez de mal, pois se ele teve coragem de fazer todas aquelas coisas erradas, terá que ter coragem para agüentar as conseqüências.

O senhor sofreu muito preconceito em assumir a doutrina?
O povo está atrasado ainda. No tempo de Jesus, ele falou que enviaria o espírito de verdade e quem era esse espírito? É claro que é Alan Kardec. As religiões continuam com aquela coisa de Jesus. Tem religiões que atropelam espíritos, gritando para o diabo sair, mas aquele espírito também é filho de Deus, são nossos irmãos, só não conhecem a graça de Deus ainda.

O que as pessoas têm que fazer então?
Eles precisam de uma doutrinação. Quando eles se comunicarem é preciso conversar com eles, perguntar porque ele está fazendo isso com a pessoa e explicar o mal que ele está plantando e terá que colher em uma vida futura, ou seja, conscientizá-lo que todos os atos tem conseqüências.

O senhor acredita que a sociedade evoluiu em relação ao espiritismo?
A sociedade continua do mesmo jeito, pois tem aumentado muito essas religiões que são contra a reencarnação e da existência da imortalidade do espírito. A maior parte é só para encobrir a verdade. A maior prova da imortalidade é Jesus Cristo quando morreu de “mentirinha” e voltou só em espírito para mostrar que a morte não é o fim, que a morte não existe. Ele curou muita gente e falava que o que ele fazia qualquer um, que tivesse fé, poderia fazer.

E o espiritismo evoluiu nesses 60 anos?
Com certeza que sim. Antigamente o espírito se comunicava porque ele ia até a pessoa. Hoje existe um novo método criado em parceria por um médico do Rio Grande do Sul e um psiquiatra, começou a fazer a regressão espiritual.

Como funciona a regressão espiritual?
No Centro de Apometria não hipnotizamos a pessoa. Nós trabalhamos com um médium vidente que enxerga o que se passou com a pessoa nesta vida e em vidas passadas e porque certas coisas estão acontecendo com ela e o que ela precisa fazer para melhorar. A palavra apometria quer dizer: além da imaginação, pois a gente percebe os fatos que aconteceram antes do nascimento e nós já tivemos muitas vidas. Por isso, Jesus disse que aquele que não nascer de novo, não entrará nos reinos dos céus e turma quer dizer que nascer é sair do caminho ruim e entrar no caminho bom, mas não é isso. Todo dia nascem pessoas e por quê? Porque têm uma missão para cumprir. Uma vez um presidiário me perguntou o que aconteceria com ele quando desencarnasse, pois nessa vida ele matou três pessoas. Respondi que provavelmente ele estaria ligado aos três que ele matou em uma próxima vida para acertar as contas e reparar seus erros. Na bíblia diz que enquanto não pagar tudo que deve, daí não sairá. Esse daí é da Terra. Se veio aqui é porque deve. Jesus perfeito e nós imperfeito. Ele não fez isso. Aquele que chama Jesus é um espírito evoluído e com sua força conseguiu chegar lá.

Como o senhor conheceu o Centro de Apometria?

Conheci através do meu primo Carlos Pereira, que é dirigente do centro. Antes de ir lá, fui ao Albergue André Luís e quando conheci a apometria, encontrei meu lugar.


Qual a diferença entre os centros espíritas do Albergue e do Dr. Bezerra de Menezes com o Centro de Apometria?

Nos dois, os espíritos vêm até eles. Na apometria, nós vamos até os espíritos, nós os procuramos, trabalhamos com videntes e com doutrinadores também. E também usamos a cromoterapia.


Como usar a cromoterapia?
Usamos as cores para restaurar os males e melhorar a vida da pessoa, Nós usamos a cromoterapia para estimular a força vital e harmonizar os estados emocionais. Durante os passes, os médiuns mentalizam e projetam diferentes cores sobre as pessoas conforme suas necessidades.
Fonte:  Revista Viu!

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