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Segunda-feira, 09 de Dezembro de 2013
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Se for para ser feliz

   Se for para esquentar, que seja no sol, de preferência ao lado de alguém especial. Se for para enganar, que seja o estômago. Se for para chorar, que chore de alegria. Se for para mentir, que seja a idade. Se for para roubar, que roube um beijo da pessoa amada. Se for para perder, que se perca o medo de revelar o amor que sente pelo outro. Se for para cair, que seja na gargalhada. Se for para existir a guerra, que seja de travesseiros com aquela pessoa especial. Se existir a fome, que seja de amor. Se for para ser feliz, que seja o tempo todo. Se possível ao lado da pessoa que te emociona. Porque o amor não é um sentimento qualquer, que se acha facilmente todos os dias da vida, como se imagina que seja. Se quisermos a felicidade, temos que correr atrás e não esperar que ela bata a nossa porta. Isto é, se for para ser feliz é claro!

 

   Portanto, ou nos confortamos com a falta de alguma coisa em nossas vidas ou lutamos para realizar todos os nossos desejos e prazer com a vida. Quem não consegue compreender um gesto, o valor de um silêncio, aquilo que nos faz falta para o nosso corpo e nossa alma. Assim como aquele bilhetinho carinhoso que postamos para alguém especial. Tampouco compreenderá o que é ser feliz. Porque para ser feliz não precisa de longas explicações. Basta simplesmente se deixar levar como um barco a vela em alto mar. O espírito que sopra esse barco lhe conduzirá ao encontro do outro DNA. Pois a escolha do outro é feita através do DNA, a chamada química. É ele que vai carimbar e selar esse amor, como um pacto de sangue. A natureza é sábia e por isso tem a sua lógica natural.

 

 

Eduardo Morais
Eduardo Morais é filósofo – educador, autor do livro: “Discutindo a Vida – A arte de pensar diferente”

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