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Segunda-feira, 23 de Dezembro de 2013
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Os encantos do Natal

Apesar de todo avanço científico e tecnológico alcançado pelo homem, dia vinte e cinco de dezembro ainda é natal. O menino Jesus que nasceu nesse dia a mais de dois mil anos, deve estar preocupado com o mundo em que viveu e, apesar de toda a Sua imensa sabedoria não deve estar entendendo.  Ele não deve entender, por exemplo, como é que os mesmos homens nesse dia do natal, que se cumprimentam de coração aberto, com um sorriso nos lábios e passam pelo encantamento do natal, todos prontos para começar a batalha entre si novamente, completamente desprovido de generosidade, condescendência, afeto e até mesmo de bondade. Por que agimos assim?

 

Jesus que nasceu no dia vinte e cinco de dezembro do ano zero de nossa história, não pode entender porque o natal funciona apenas como uma trégua, na imensa desigualdade social em que vivemos sem falar das discórdias familiares, da guerra que o homem trava todos os dias contra o seu semelhante e contra si mesmo. Mas Jesus Cristo que viveu entre nós e é o símbolo da esperança ainda não perdeu a própria esperança. A esperança de que o homem um dia perceba que a trégua é o certo e o normal e, que a guerra é um grande equívoco.

 

Entretanto, a mensagem que Jesus nos deixou foi a seguinte: “Cumpra o projeto que Deus determinou que é de amar sempre o seu próximo, demonstrando gestos de gentileza e respeito. Ser justo e não julgar o outro pelas suas fraquezas. Pensar muito sobre suas ações. Sentir o que realmente sente, pois você é um ser de amor. Meditar muito sobre esse sentimento, meditar sobre suas inclinações e possibilidades de ser feliz. Procure fazer o mais que puder para esse amor permanecer entre os seres humanos. Para então, aperfeiçoar-se nesse projeto de vida, até que possa devolver para Deus a sua imagem e semelhança que um dia Ele estampou em cada um de nós, quando aqui chegamos”.

 

Portanto, não compreendo os mistérios da vida e nem suas razões. Só espero estar certo no que penso e sinto. Que é continuar a cultivar o amor pelo meu semelhante, que na verdade é Você o meu próximo. Quero um mundo melhor para todos nós. Talvez, então nesse dia, o ser humano inverta os seus valores atuais e coloque ordem nessa casa chamda Planeta. E daí possa, finalmente, todos viverem em Paz. Um FELIZ NATAL a todos, no verdadeiro sentido que essa palavra carrega.

Eduardo Morais
Eduardo Morais é filósofo – educador, autor do livro: “Discutindo a Vida – A arte de pensar diferente”

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