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Domingo, 01 de Dezembro de 2013
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O grande aprendizado da vida

   Tudo o que se vê não é igual o que a gente viu a um segundo. Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia. Essa frase foi extraída de uma música do cantor e compositor Lulu Santos, lançada em 1983. Achei apropriada para a nossa reflexão, tendo em vista, que a perfeição não é um atributo humano. Porém, todas as pessoas têm os seus defeitos e, apoiam-se sobre seus semelhantes. Só o amor torna esse peso mais suportável. Mas se você não pode suportar aquele que te chama de meu amor, então, como alguém poderá lhe suportar? Falar mal do teu próximo pelas costas é feri-lo na alma. Por mais profunda que seja as feridas da alma, ainda o tempo, esse grande consolador, sempre nos oferece o seu balsamo.

 

   Quantas vezes nos precipitamos nos julgamentos e, com isso, impedimos que o outro se revele, porque nossas atitudes o bloqueiam. Só uma convivência muito íntima e amorosa poderá fornecer elementos para que, verdadeiramente, conheçamos alguém. Ainda assim, é muito temerário o julgamento, pois nossos padrões podem não ser os mais exatos, ou os mais corretos. O melhor mesmo é aceitar sem fazer julgamento, acolher para realizar uma missão de paz, amar para que haja autenticidade e equilíbrio. Num relacionamento autêntico, cada um se interessa pelo outro de maneira genuína. Que se revela através de uma demonstração constante de admiração e respeito, aparecendo em palavras, atos de gentileza, consideração e educação.

 

   Já no relacionamento amoroso, sempre vive melhor, ou mais em harmonia com o outro, aquele que oferece conforto na presença silenciosa do outro, com quem você sabe que, através de palavras ou da linguagem corporal - porque o nosso corpo fala - compartilhada de confiança mútua, honestidade, admiração, devoção acompanhada daquele estremecer de felicidade simplesmente no ser e estar juntos. É um dizer para o outro, entre em minha vida, estou aberto e pronto para recebê-lo. A felicidade é a aceitação do que existe, e a infelicidade é a luta para que haja de qualquer maneira o que não deveria existir.

 

   Portanto, o grande aprendizado da vida, é saber estar com quem à gente gosta ou ama. O que posso dizer é que para estabelecer uma boa relação com o outro, tem que haver reciprocidade. Maior clareza naquilo que você realmente espera da vida e do outro com o qual você se relaciona. Isto é saber viver em sociedade. Contudo, afirmo-me como pessoa na medida em que assumo a responsabilidade do que faço e digo ao outro. Falar mal ou fazer mal a alguém é matar a sua essência humana. É um ato de desumanidade. Quem ama, sempre vai amar e nunca vai maltratar o seu próximo. Dar amor é preparar-se para o encontro com a divindade.

Eduardo Morais
Eduardo Moraes é filósofo – educador, autor do livro: “Discutindo a Vida – A arte de pensar diferente”

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