A Câmara Municipal
realizou a terceira sessão extraordinária de 2009 na noite da quinta-feira, 19,
para votar o projeto de Lei 007/2009 que dispõe de crédito de R$ 1 milhão na
contadoria da prefeitura para a construção da escola municipal Maria Zilda
Thomé, no bairro Bambu. O projeto terá uma única discussão e precisa de maioria
absoluta para ser aprovado.
Antes mesmo de iniciar a sessão,
vereadores da bancada governista e da oposição se reuniram para discutir sobre
o projeto que seria votado, pois discordavam sobre o mesmo.
O vereador José Queiroz
(Coquinho) foi o primeiro a usar a palavra e durante seu discurso enfatizou que
a oposição compreende a importância da construção da nova escola no Bambu,
porém antes de aprovar o projeto se reuniram e foram até as obras que já
começaram e ao chegar lá, constataram que já começou irregular, afinal o muro
que tem 330 metros
custou R$ 146.615,85, o que é muito dinheiro.
O vereador explicou que
procuraram o diretor de Administração, Aguinaldo Leite, para questionar sobre
alguns pontos da obra, mas o mesmo afirmou que não tem tempo para verificar esses
tipos de trabalho. Coquinho também afirmou que o projeto teve alterações técnicas
e não respeito o modelo escolhido pelo prefeito (FD13).
Coquinho pediu ao
presidente Odélio Leite para verificar a possibilidade de contratar um
engenheiro que não tenha ligações com a cidade para fazer um laudo atestando o
valor gasto pela municipalidade para fazer a construção do muro e pediu adiamento
por duas sessões.
O presidente consultou os
vereadores e por 5 votos (Robertinho, Andréa, Marcos da Magnum Band, Edmilson
da Saúde e Miraci) contra 4 (Daniel, Marola, Gerão e Coquinho), o pedido foi
rejeitado.
Odélio informou que iria
verificar com o jurídico sobre a possibilidade da contratação do perito para
fazer o laudo.
O próximo a usar a
tribuna, foi Roberto Brandão Rodrigues que afirmou que ao pedir adiamento ou não
aprovar o dinheiro, os vereadores da oposição “estavam jogando a bacia com o
bebê dentro”, pois devido a isso, a obra ficaria comprometida em meses e cerca
de 500 crianças ficariam sem escola em 2010. caso a obra não seja concluída até
o próximo ano.
O vereador também informou
que eles deveriam aprovar e depois, investigar se houve realmente
superfaturamento da construção do muro.
O último a usar a tribuna
foi José Geraldo Pacheco da Cunha Filho que pediu adiamento por uma sessão para
que a prefeitura tenha tempo hábil de enviar a cópia da nota fiscal dos gastos
com a construção do muro. O pedido foi colocado em discussão e aprovado por 5 (Daniel,
Marola, Gerão, Miraci e Coquinho) contra 4 (Robertinho, Andréa, Marcos da
Magnum Band e Edmilson da Saúde).
Não tendo nada mais a
discutir, o presidente encerrou a sessão.
Após a finalização da sessão
houve bate-boca entre alguns vereadores da oposição e situação em relação ao
projeto, pois devido aos feriados, a prefeitura não teria tempo para enviar a
nota fiscal solicitada por Gerão. A oposição deixou bem claro que só aprovará o
projeto após concluir que as obras já iniciadas não estão superfaturadas.